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ALFAIA


É um instrumento musical da família dos membranofones (o som é obtido através da membrana ou pele) com volume determinado pelo tocador, utilizado principalmente no ritmo do Maracatu, e também usado no Coco-de-Roda e Ciranda.
É formado de: corpo, membrana, aro, e cordas de afinação.

O tocador se apresenta em pé e percute a alfaia, pendurada em seu ombro por um talabarte, com duas baquetas, na maioria das vezes em cortejo ou procissão.

A origem da Alfaia é controversa. Há quem diga que é um instrumento europeu; outros defendem que a sua procedência é africana.

Dizem também que elas eram feitas com o tonéis de carvalho que traziam tecidos a Recife de navio. Os percussionistas aproveitavam o “bojo” do tonel e já se adiantavam na confecção do instrumento.


A mesma divergência ocorre quanto a origem do nome. Para uns o nome deriva da árvore Faia, que é típica da Região Nordeste (carece de maiores informações). Com o prefixo “al”, formando Alfaia, ganharia nome de móvel decorativo. A outra versão para o nome viria da mistura das palavras inglesas “all” (todos) e “fire” (fogo) em referência ao toque do tambor que leva “todos” a um “grande desfile de fogos”. 
Existe, ainda, uma terceira versão. Alfaia viria de alfaiates, visto que a ação de afiná-la se assemelha ao trabalho de costura dos alfaiates.
São tambores pesados tanto no peso físico quando no som consistente, de grande volume, cheio de harmônicos “gordos”. Considerada o "coração do batuque", essa "filha do trovão" é responsável pela parte melódica do Maracatu. Há quem chame o som da Alfaia de "voz". E elas "conversam" entre si. No chamado “baque virado” ela possui três “vozes” básicas: o Martelo, o Ymalê e a Marcação.
No caso da Nação do Maracatu Porto Rico (e seus grupos filiados) as Alfaias tem os nomes de: alfaias melê, biancó, yan, e yandarrum.
Mais popular no Nordeste brasileiro, principalmente em Pernambuco, esse instrumento veio a ser conhecido pelo público do centro-sul do Brasil, relativamente há pouco tempo, através de grupos de música pop que introduziram a alfaia em seu instrumental e por percussionistas e pesquisadores que contribuíram ao aparecimento de grupos e oficinas de maracatu.
O diâmetro das alfaias varia, podendo ser de 12’,14’,16’,18’,20’,22’, e 24’.
Uma descrição anterior trata que: Alfaia cuja afinação é feita de cordas, assim como era feito pelos exércitos europeus, sendo definida como:
[Do ár. “al-haia”de “al-hajda” (utensílio, bagagem, ornato). Nome dado ao bombo do maracatu] s.f. mús. Tipo de bombo feito do tronco da *macaibeira, da madeira de jenipapeiro, de corda de sisal e de couro. Existem três tambores no maracatu de baque virado: tambor chefe; a grande alfaia que segura o ritmo; o tambor médio e a caixa clara ou tarol. 
A fabricação da alfaia obedece todo um procedimento artesanal: tira-se um miolo do tronco da macaibeira que, uma vez esvaziado, deixa uma casca fina resistente; os arcos superiores que seguram a armação são feitos com a madeira de jenipapeiro (que se dobram sem quebrar), as cordas que fixam as membranas de couro, esticadas sobre a boca do tambor são de sisal. (COIMET, 2006, p. 24).

Atualmente, a maior parte das alfaias são feitas com compensado, tornando-as mais leves. Entretanto, algumas Nações de Maracatu ainda mantém a tradição de fazê-las com madeira pesada, inclusive com a Macaíba.


Acrocomia aculeata é uma palmeira nativa brasileira e uma das duas espécies que são popularmente conhecidas pelos nomes de macaúba, macaíba, boicaiuva, macaúva, coco-de-catarro, coco-baboso, coco-de-espinho, cocomacaúba, macajuba, macaibeira, macajá, mucajá, mocajá, bocaiuva, chiclete-de-baiano, chiclete cuiabano, bocaiúva, macacauba, macaiba, macaibeira, macaúva, mucaia, mucaja e mucajaba.

A outra é a Acrocomia intumescens. Sua principal característica são os espinhos escuros, longos e pontiagudos na região dos nós.

"Macaíba" vem do tupi ma'kaí'ba (através da junção de bacaba mais yuba, que significa "coco amarelo"). "Bocaiuva" vem do tupi mokaie'yba. Acrocomia vem dos termos gregos akron (uma) e kome (cabeleira), numa referência ao formato em coroa das folhas da planta.

A palmeira, que apresenta altura de até 15 metros, é uma árvore ornamental. Seus frutos são comestíveis, e de sua amêndoa se extrai um óleo fino semelhante ao da oliveira. Seu óleo é também uma das principais fontes para a produção de biodiesel. Do miolo do tronco, se faz uma fécula nutritiva, as folhas são forrageiras e têm fibras têxteis usadas para fazer redes e linhas de pescar. A madeira é usada em construções rurais.
Sua presença é indicativa de solos férteis e a frutificação ocorre entre três e cinco anos de idade. O cacho pode ter até 60 quilos e a palmeira produz de quatro a seis cachos por ano. A espécie pode sobreviver por 100 anos mas seu plantio ainda é difícil.
O óleo da macaúba, além do uso alimentício, é de excepcional qualidade para uso industrial. Alguns estudos apontam para provável utilização comercial para os dois usos. O fruto também é comestível, assim como o palmito, considerado uma iguaria. Sua torta é também considerada de alto valor nutritivo para alimentação de gado.

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